Publicado em 07.11.2009, às 18h35
Rafaella Soares Especial para o JC OnlineUma das discussões atuais em maior evidência hoje dá conta do futuro do livro. E-books, kindlee e similares são o foco de uma polêmica em torno do livro físico e sua sobrevivência ou não às novas mídias.
Idealizadores do MIX leitor-d, Diego Mello e Murilo Marinho falaram dentro da programação da Fliporto Digital na manhã desse sábado (7), com a presença do coordenador Antônio Campos, sobre o lançamento desse leitor de livros eletrônicos.
O software 100% nacional foi desenvolvido pela empresa no pólo digital do Recife, em parceria com a Carpe Diem Produções.
Empolgados, os empresários apresentaram slides quantitativos sobre o crescimento exponencial do e-comércio, dos e-books e mesmo um crescente de usuários da impressão sob demanda, que consiste no consumidor comprar determinado volume e ele mesmo imprimir o livro físico de onde estiver.
"Em 2008, foram vendidos 1,5 milhão de e-books, número que subiu para 3 milhões em 2009 e tem uma expectativa para atingir até 18 milhões de consumidores em 2010.
Além disso, o quantitativo maior é entre jovens, até pela aproximação com essa faixa etária ser natural da geração.
A maior novidade do aparelho no entanto é permitir que o Mix Leitor-d seja integrado a uma rede de administração acadêmica, atendendo a uma nova determinação de instituições particulares para que as crianças façam rodízio entre livros e não excedam o limite de 3 quilos de material levado à escola por dia.
O equipamento vai possibilitar aos alunos acessar informações sobre notas, boletins, horários, conteúdo programático, além de compartilhamento de arquivos. O Mix Leitor-d promete ainda reunir as funções de dicionário, Tradutor, Calnedário e Agenda.
A iniciativa, ainda entrar no e-comércio para intermediar a relação editora- leitor, uma alternativa bem vinda para facilitar o acesso ao livro a lugares sem livraria e biblioteca.
Diego Mello revelou esperar que a empreitada seja bem difundida entre o ensino público, procurando uma redução de uso de papel, redução dos custos de entrega e o fim das edições esgotadas.


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