Filme refaz a trajetória de vida de Luiz Inácio Lula da Silva, desde o nascimento, em 1945, até a morte da sua mãe, em 1980, época em que Lula era um líder sindical
Por Rute Pajeú
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No que depender da afinação da equipe envolvida no filme ‘Lula, o filho do Brasil’, o longa-metragem, que trata da história de vida do nordestino retirante que se tornou presidente da República, tem tudo para ser um sucesso de bilheteria.
A película refaz a trajetória de vida de Luiz Inácio Lula da Silva, do seu nascimento, em 1945, até a morte da sua mãe, em 1980, época em que Lula era um líder sindical. A escolha por não seguir no tempo e retratar a época da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e a vitória nas eleições para presidente não se deu à toa. De acordo com o diretor Fábio Barreto (foto 2), o filme conta a história de um brasileiro que conseguiu vencer, e não do político que se formou. “A gente privilegiou o ser humano, a emoção, e não o político. Até porque nessa época o próprio Lula era meio avesso a política, começou a se envolver por conta da morte da primeira esposa”, disse o diretor.
O eixo principal da trama é a relação de Lula com sua mãe, dona Lindu. Uma mulher guerreira que enfrentou todas as adversidades da vida no Sertão, com oito filhos que criou sozinha, sem a ajuda do marido, que foi como retirante para São Paulo tentar a vida. A personagem, interpretada por Glória Pires (foto 1), comove pela força e também pela profundidade de ser uma mulher real, uma simples sertaneja, de valores morais rígidos, mas que acima de tudo amava seus filhos.
Por conta de todas essas características e também pela falta de objetos que remetessem à verdadeira dona Lindu, como fotos e vídeos, compor a personagem foi bastante difícil para Glória Pires. “Estive com muitas pessoas da família do Lula e ela [dona Lindu] é um ícone para todos eles. As pessoas se emocionam muito falando dela, então eu tinha a responsabilidade, apesar de toda a liberdade de criação, de me aproximar da imagem que aquelas pessoas tinham dela”, revelou a atriz.
Interpretando o personagem principal da trama está Rui Ricardo Diaz, que apesar de estrear no cinema com esse filme, é considerado pelo diretor uma ótima surpresa. “Costumo dizer que ele foi enviado por dona Lindu. Foi uma benção ter encontrado ele, que é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme”. O ator entrou na trama depois do papel ter sido recusado por Wagner Moura. Ele fez testes para outro papel, mas acabou encantando Fábio Barreto ao ponto do diretor convidá-lo para protagonizar o longa.
O filme, que já foi exibido em Brasília e no Recife, em pré-estreias, vai entrar em cartaz para o grande público em 1º de janeiro.







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